Maioria dos alunos de escolas públicas não conhece o lago

Projeto patrocinado pela Eletrobras revela que mais de 80% dos alunos da rede pública de ensino nunca tinha usufruído Lago Paranoá

O projeto “Educação Ambiental – Preservação dos recursos hídricos – Mar de Brasília” levou 200 alunos de cinco escolas públicas para uma aula diferente a bordo de um barco-escola no Lago Paranoá entre os meses de junho e setembro. O conteúdo trabalhado tratou da importância de a população adotar uma postura responsável em relação ao consumo dos recursos naturais disponíveis, mesmo após o racionamento d’água no DF. Levantamento com os estudantes revelou que 84% deles nunca tinha usufruído do Lago Paranoá.

Os alunos beneficiados embarcaram no catamarã Mar de Brasília no Parque Ecológico Dom Bosco e navegaram por mais de duas horas pelas águas do Lago Paranoá. Durante todo o trajeto, o professor Luiz Rios repassou informações sobre a história, geografia e biologia do local. Os participantes aprenderam sobre a fauna e flora, as funções do espelho d’água, quais os agentes envolvidos na manutenção do mesmo e a importância do equilíbrio ecológico para a manutenção das espécies.

“Uma das nossas principais missões é ajudar na preservação dos recursos hídricos dentro da lógica conhecer para preservar. Apesar dessas crianças estudarem a poucos quilômetros do lago, muitas delas nunca usufruíram dele”, afirmou o fundador do projeto Darse Arimatéa Ferreira Lima. De acordo com os realizadores do projeto, a atitude dos moradores dessas regiões é fundamental para ajudar a preservar o espelho d’água.

O trajeto que inclui o Palácio da Alvorada, Ponte JK e Ermida Dom Bosco. O barco é equipado com um sistema multimídia, com uma TV de 47 polegadas, computador e som. Um microscópio acoplado ao computador mostra para os alunos plânctons, base da cadeia alimentar do lago, colhidos ao longo do trajeto.

Ao final da aula, os alunos fazem um juramento firmando o compromisso de trabalharem como defensores do Lago Paranoá, repreendendo familiares e amigos que não têm uma atitude responsável em relação ao meio ambiente. “A ideia é que eles sejam multiplicadores, num processo maior de sensibilização da sociedade”, explicou Darse.

Após os alunos participarem da aula no barco, já de volta às escolas, eles fazem trabalhos sobre o que aprenderam e como a experiência impactou na atitude deles em relação ao meio ambiente. Os autores dos três melhores trabalhos por turma ganharam um novo passeio de barco, com direito a levar dois acompanhantes no programa turístico da Mar de Brasília, realizados todos os fins de semana no Pontão do Lago Sul. “A ideia da premiação ajuda na integração das famílias e no resgate da auto-estima dos estudantes”, comenta o coordenador do projeto. Os alunos e acompanhantes têm até o fim do ano para usar as cortesias que receberam.